Pacientes com câncer têm maior risco de infecções graves, principalmente durante a quimioterapia. Manter o calendário vacinal atualizado é parte fundamental do cuidado oncológico e ajuda a reduzir complicações, internações e até interrupções do tratamento.
A seguir, entenda quais vacinas são permitidas, quais precisam ser avaliadas com cuidado e quais devem ser evitadas durante a quimioterapia.
Durante a quimioterapia, o sistema imunológico fica temporariamente enfraquecido. Isso aumenta a chance de infecções que, em pacientes oncológicos, podem evoluir de forma mais rápida e grave.
Algumas doenças preveníveis por vacina, como gripe e pneumonia, podem não só causar complicações como também atrasar ciclos de tratamento.
Vacinar é uma forma direta de proteger o paciente quando ele está mais vulnerável.
As vacinas inativadas, ou seja, sem vírus vivo, são seguras para pacientes com câncer e podem ser aplicadas mesmo durante o tratamento, dependendo da indicação.
Aqui estão as principais recomendações:
Pode ser realizada, preferencialmente antes da quimioterapia.
Devem ser realizadas, de preferência antes da quimioterapia, para proteger contra pneumonia e doenças pneumocócicas graves.
Aplicar apenas quando houver indicação específica.
Recomendada todos os anos, independentemente do tratamento. Verificar a sazonalidade da campanha anual.
Checar indicação conforme faixa etária e histórico vacinal.
Pode ser aplicada em determinados pacientes.
Pode ser realizada em pacientes nunca vacinados.
Pode ser realizada em pacientes nunca vacinados.
Pode ser realizada, preferencialmente antes da quimioterapia.
Segura em pacientes oncológicos.
Pode ser realizada, preferencialmente antes da quimioterapia.
Importante: esta é a versão inativada, diferente da vacina de zoster de vírus vivo.
As vacinas de micro-organismos vivos não devem ser aplicadas durante a quimioterapia ou períodos de imunossupressão.
Podem causar infecção grave em pacientes com baixa imunidade.
A recomendação geral é:
Aguardar pelo menos 3 meses após o término da quimioterapia para considerar a aplicação dessas vacinas.
A seguir, a lista completa:
Aguardar pelo menos 3 meses após a quimioterapia.
Aguardar pelo menos 3 meses após a quimioterapia.
Aguardar pelo menos 3 meses após a quimioterapia.
Deve esperar pelo menos 3 meses após a quimioterapia.
Contraindicada durante o tratamento.
Contraindicada durante quimioterapia.
Vacinas com vírus vivos não devem ser aplicadas durante a quimioterapia.
Sempre informe seu oncologista antes de vacinar, mesmo que seja uma vacina “de rotina”.
Sempre que possível, as vacinas devem ser aplicadas antes do início da quimioterapia.
Assim, o organismo responde melhor e a proteção é mais eficaz.
Ordem recomendada:
A decisão deve ser feita em conjunto entre:
• oncologista,
• infectologista (quando necessário),
• equipe de enfermagem,
• médico assistente da atenção primária.
Cada caso é único, especialmente em terapias de maior impacto imunológico, como transplante de medula, imunoterapia ou terapias-alvo.
A vacinação em pacientes com câncer é uma medida simples e poderosa para prevenir infecções, evitar complicações e garantir que o tratamento oncológico siga com segurança.
Atualizar o calendário vacinal é um gesto de cuidado que protege o paciente e fortalece sua jornada de tratamento
Referências:
MOC – Manual de Oncologia Clínica. Hospital Sírio-Libanês, São Paulo.
NCCN Guidelines – Vaccinations and Infectious Diseases in Cancer Patients.
CDC – Recommendations for Immunization of Immunocompromised Persons.
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